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A consultoria InfoLink divulgou seu ranking global de fabricantes de sistemas de armazenamento de energia referente ao primeiro trimestre de 2026. Os números chamam atenção: 126,4 GWh embarcados em apenas três meses, com crescimento de 79,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento foi impulsionado especialmente pelo segmento residencial, enquanto mercados fora da China registraram expansão simultânea em diversas regiões. A projeção para o ano completo é de 600 GWh globais — um patamar que consolida 2026 como marco histórico para o setor.
Quem lidera o ranking global
As cinco maiores fabricantes respondem por 41,38% de tudo que foi embarcado no mundo no período. A BYD assumiu a liderança global pela primeira vez, a Huawei entrou para o grupo das três maiores e a Tesla deixou temporariamente o pódio — mas segue como forte concorrente. Completam o Top 5 a Sungrow e a CRRC Zhuzhou Institute
Residencial: o segmento que mais surpreendeu
O segmento residencial foi o grande destaque do trimestre. As remessas globais chegaram a 20,67 GWh — um salto de 392% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Sigenergy, Fox ESS e Deye lideraram essa categoria, com cada uma superando 2 GWh entregues no período.
Esse movimento não é aleatório. A queda contínua no custo das baterias LFP, aliada ao amadurecimento regulatório em vários países, está levando o armazenamento de uma tecnologia de nicho para uma solução cada vez mais acessível ao consumidor final.
Utility scale ainda domina o volume
No segmento de grande escala, foram embarcados 103,70 GWh no primeiro trimestre — crescimento de 60,78% sobre o mesmo período de 2025. BYD, Sungrow, Huawei, CRRC Zhuzhou e Tesla respondem por quase 45% desse mercado.
A competição ainda está focada em capturar demanda incremental, não em guerra de preços. O setor segue em fase de consolidação, com grandes players ampliando participação e fabricantes menores enfrentando dificuldades crescentes para competir em escala.
Brasil: onde estamos nessa história?
O cenário interno também avança. O LCARP 2026 deve incluir armazenamento como atributo pela primeira vez, sinalizando que baterias entraram no jogo da geração centralizada. A Lei 15.269/2025 regulamentou o armazenamento e trouxe segurança jurídica para projetos híbridos. A ABSOLAR defende ainda a regulamentação infralegal do setor dentro do Reidi — o que pode destravar investimentos sem depender do Congresso.
A projeção é de mais de R$ 30 bilhões em investimentos no solar brasileiro ao longo de 2026, com o mercado de BESS no país devendo triplicar no período, impulsionado pela queda de custos e pela demanda crescente por autonomia energética.
